Imposto Seletivo sobre bebidas alcoólicas
O ponto crítico não é apenas a alíquota. É a indefinição do modelo. A Reforma Tributária começa a desenhar um novo cenário para o setor de bebidas alcoólicas e o alerta agora é estratégico.
6/9/20262 min read


Segundo matéria publicada pelo JOTA, as bebidas alcoólicas deverão ter duas alíquotas no Imposto Seletivo: uma calculada sobre o litro de álcool puro presente na bebida e outra alíquota variável, cujo modelo ainda segue indefinido.
Fonte: JOTA — “Imposto Seletivo: bebidas alcoólicas terão duas alíquotas, mas modelo segue indefinido”.
Na prática, isso significa que a tributação poderá deixar de olhar apenas para o preço do produto e passar a considerar também o teor alcoólico e o volume comercializado.
Esse detalhe muda completamente a lógica de precificação.
Uma cerveja, um vinho, uma cachaça, um destilado premium ou uma bebida pronta para consumo podem ser impactados de formas diferentes, não apenas pelo valor de venda, mas pela composição do produto e pela categoria fiscal em que forem enquadrados.
O risco empresarial está em três frentes:
1. Margem
Produtos com maior teor alcoólico podem sofrer pressão tributária proporcionalmente maior. Se a empresa não simular esse impacto antes da virada de chave, a margem pode ser consumida sem que o preço de venda reflita o novo custo tributário.
2. Cadastro fiscal
NCM, descrição do produto, teor alcoólico, volume da embalagem, categoria e parametrização fiscal deixarão de ser apenas campos cadastrais. Eles passarão a ser elementos centrais para cálculo, emissão, compliance e auditoria.
3. Competitividade
Empresas que anteciparem simulações terão mais capacidade de ajustar portfólio, política comercial, contratos, descontos e posicionamento de preço. Quem esperar a definição final das alíquotas poderá reagir tarde demais.
O ponto central é este: a alíquota ainda pode estar indefinida, mas a preparação não pode estar.
Para indústria, distribuidores, atacadistas, varejo, bares, restaurantes e operações com bebidas, o trabalho começa agora com uma agenda objetiva:
Mapear todos os produtos sujeitos ao Imposto Seletivo.
Revisar NCM, descrição, volume e teor alcoólico.
Separar produtos por categoria e canal de venda.
Simular cenários de carga tributária.
Recalcular margem por SKU.
Revisar contratos comerciais, bonificações e descontos.
Ajustar ERP, emissão fiscal e relatórios gerenciais.
Criar trilha de evidência para auditoria fiscal.
Na visão da CORYTAX, o Imposto Seletivo não deve ser tratado apenas como mais um tributo da Reforma. Ele será um componente de estratégia comercial, precificação e governança de dados.
O setor de bebidas precisa transformar incerteza normativa em plano de ação.
Porque, quando a alíquota final for definida, a empresa que já tiver cadastro saneado, margem simulada e política comercial revisada estará alguns passos à frente.
CORYTAX
Reforma Tributária com visão fiscal, operacional e estratégica.
#ReformaTributaria #ImpostoSeletivo #BebidasAlcoolicas #IBS #CBS #Tributario #CORYTAX #GestaoFiscal #Precificacao #ComplianceTributario