SIMPLES 2027: A escolha começa em setembro de 2026

Setembro abre uma janela que pode mudar a forma como a sua empresa do Simples recolherá IBS e CBS em 2027.

8/25/20262 min read

Simples Nacional em 2027: como preparar a escolha de IBS e CBS em setembro

A implementação da Reforma Tributária do Consumo cria uma decisão específica para micro e pequenas empresas. Em setembro de 2026, os optantes pelo Simples Nacional poderão avaliar se mantêm IBS e CBS dentro do regime unificado ou se recolhem esses tributos pelo regime regular. A escolha do primeiro ciclo produzirá efeitos no primeiro semestre de 2027.

O que muda no calendário

A janela de 1º a 30 de setembro de 2026 reúne duas situações distintas: o pedido de opção pelo Simples Nacional para empresas que ainda não estão no regime e, para quem é ou se torna optante, a possibilidade de escolher o regime regular de IBS e CBS. A escolha pelo regime regular vale de janeiro a junho de 2027. A regulamentação também prevê cancelamento até 30 de novembro de 2026 e nova janela em março de 2027 para o segundo semestre.

O que significa o chamado Simples híbrido

A expressão 'Simples híbrido' é uma forma prática, não legal, de descrever a empresa que permanece no Simples para os demais tributos, mas apura IBS e CBS pelas regras do regime regular. Nessa hipótese, as parcelas relativas aos dois novos tributos deixam o DAS e passam a seguir a sistemática própria do IBS e da CBS.

Por que a resposta depende do modelo de negócio

A melhor alternativa não pode ser definida apenas pelo porte da empresa ou pela comparação isolada de percentuais. O regime regular se conecta à não cumulatividade, aos créditos das aquisições e à forma como clientes e fornecedores participam da cadeia. Por isso, duas empresas com faturamento semelhante podem chegar a conclusões diferentes.

Clientes: consumidores finais e clientes empresariais podem atribuir pesos diferentes ao crédito tributário.

Compras: a natureza das aquisições e a documentação recebida influenciam o potencial de créditos.

Margem: o efeito precisa ser medido por linha de produto, serviço, canal e contrato.

Caixa: o momento do débito, do pagamento e da apropriação de créditos precisa entrar na projeção financeira.

Operação: cadastros, CST, classificações, notas fiscais e conciliações devem suportar a escolha.

Como decidir sem uma alíquota definitiva

A ausência de uma alíquota de referência definitivamente fixada não autoriza uma decisão intuitiva. A abordagem recomendada é construir cenários. A empresa pode testar faixas de alíquota, volumes de créditos, alterações de preço e prazos financeiros. Cada simulação deve registrar suas premissas para permitir revisão quando houver nova informação oficial.

Checklist prático para agosto e setembro

  • Confirmar a situação cadastral e fiscal da empresa no Portal do Simples Nacional.

  • Extrair dados de vendas e compras por cliente, fornecedor, produto, serviço e canal.

  • Mapear contratos que atravessam 2027 e cláusulas de repasse tributário.

  • Projetar créditos possíveis e validar a qualidade dos documentos fiscais de entrada.

  • Simular margem, preço e caixa nos dois modelos.

  • Registrar riscos, premissas e critérios da decisão.

  • Acompanhar a publicação oficial da alíquota de referência e eventuais ajustes de prazo.

Conclusão

A janela de setembro transforma a Reforma Tributária em uma escolha concreta para empresas do Simples. O ponto de partida não é perguntar qual regime parece mais simples, mas qual produz o melhor resultado econômico e operacional para a realidade da empresa. A CORYTAX pode apoiar esse diagnóstico com simulação, leitura tributária e visão de gestão.